Dentro de alguns anos, o Coliseu poderá voltar a ser o palco maxi pop pisado pela icónica Lizzie McGuire em 2003. O anúncio foi feito por Simone Quilici, recentemente nomeado Diretor do Parque Arqueológico do Coliseu, que gostaria de trazer o anfiteatro de volta à ribalta da música italiana e internacional. Imagine ouvir lendas da música como Sting e Paul McCartney, dentro de um dos monumentos mais visitados do mundo… É disto que são feitos os sonhos!

Tudo o que precisa de saber sobre a nova vida do Coliseu
Este ano, em termos de novidades musicais e de concertos que bateram recordes, a região do Lácio parece insuperável. Depois de o Vaticano ter realizado Grace for The World, o maxi espetáculo que atraiu milhares de pessoas de toda a Itália e não só, a capital prepara-se para reabrir as portas do anfiteatro mais famoso do mundo, não só para visitas guiadas, mas também para concertos inesquecíveis. A ideia seria devolver ao povo o que pertence ao povo e, assim, permitir que os cidadãos vivam a magia do Coliseu também através da música.
Por onde começar? Um dos primeiros passos será, sem dúvida, a expansão da arena. De facto, o palco terá de ser repensado para acolher eventos de grande dimensão, substituindo a estrutura atual por materiais inovadores, como painéis de fibra de carbono, capazes de garantir solidez e leveza.
Paralelamente, o projeto visa redesenhar o sistema de acesso ao anfiteatro, melhorando as ligações do Coliseu com as áreas circundantes. O objetivo é integrar os percursos em direção ao Fórum Romano e ao Palatino, criando um itinerário arqueológico unificado que restabeleça a continuidade e a harmonia entre os lugares simbólicos da Roma antiga.

Custos, conservação e outras questões
Trata-se, sem dúvida, de um projeto ambicioso, que traz consigo entusiasmo, mas também inúmeras questões. Como será possível conciliar a valorização do Coliseu com a necessidade de proteger um monumento tão precioso e antigo? A ideia de ressuscitar o anfiteatro, transformando-o num espaço capaz de voltar a surpreender os cidadãos e os turistas, fascina e divide ao mesmo tempo.
Há também que ter em conta o nó do custo das intervenções, cujo valor não foi revelado, mas que se prevê que atinja uma soma considerável, compatível com a dimensão e complexidade do projeto. A sustentabilidade económica do projeto é apenas mais uma questão a ser respondida pelo novo diretor. Entretanto, resta-nos sonhar com a ideia de um Coliseu pop e rock.