Em março de 1959, enquanto a Democracia Cristã atravessava uma fase de crise, Aldo Moro foi eleito secretário do partido na Domus Mariae. O Conselho Nacional reuniu-se lá de 14 a 17 de março. Hoje, aquele edifício na Via Aurelia é um hotel com salas de congressos, uma igreja privada e um auditório que hoje acolhe concertos de todo o tipo.
Quatro dias na Domus Mariae: a eleição de Aldo Moro
Algumas semanas antes, Amintore Fanfani tinha deixado a presidência do Conselho e, pouco depois, a secretaria da DC. A Moro foi confiada a tarefa de restabelecer o equilíbrio interno do partido. Mas a divisão entre as diferentes facções da direção já era profunda: a reunião na Domus Mariae marcou uma fratura que nunca mais seria sanada.
Os doroteus, de um convento à história da DC
O nome dos «dorotei», a corrente democristiana que viria a ter um papel na escolha de Moro, surgiu noutro local de Roma. Na noite de 13 de março de 1959, os seus representantes reuniram-se no convento de Santa Doroteia e decidiram não rejeitar a demissão de Fanfani. No dia seguinte, abriu-se o Conselho Nacional na Domus Mariae: naqueles dias, Moro foi escolhido para liderar o partido.
Da sede da Ação Católica ao hotel de hoje
A Domus Mariae foi criada pela Ação Católica como sede para encontros e conferências. Hoje, o nome ainda faz parte do nome oficial do hotel: TH Roma – Carpegna Palace Domus Mariae. O hotel tem 203 quartos, seis salas de reuniões e um auditório com capacidade para 544 pessoas; no seu interior, há também uma igreja privada com três naves.
A sua vocação para eventos estende-se também à música: no auditório realizam-se concertos «Candlelight», em que as notas ressoam envoltas pela luz de milhares de velas. Entre as homenagens programadas no Carpegna Palace destacam-se as dedicadas a Ennio Morricone, Ludovico Einaudi, Coldplay e Lucio Dalla.
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