No dia 20 de junho, o centro de Roma passa a ser de todos. Durante uma tarde, os Fóruns, o Esquilino e Caracalla deixam de ser cartões postais e transformam-se numa única e enorme rua que caminha: é o Roma Pride 2026, 32.ª edição, e este ano o slogan é uma declaração — «A República é de quem nela vive».
Se estiveres em Roma, a verdadeira questão é: onde é que me coloco para aproveitar a parada e como é que chego lá sem desperdiçar a tarde? Aqui está o guia para viveres o Pride por dentro.
Desfile do Roma Pride 2026: onde te posicionar para aproveitar ao máximo
O desfile do Pride começa no início da tarde na Piazza della Repubblica (o horário oficial é às 15h30), mas o ponto de partida é também o mais caótico: toda a gente se amontoa ali. Se quiseres ver bem os carros alegóricos e ter espaço para dançar, a melhor zona é a central, entre Santa Maria Maggiore e a via Merulana, onde o desfile ganha ritmo.
O final é nas Termas de Caracalla, o ponto de chegada do desfile. Se detestas a confusão, esta é a jogada inteligente: espera lá pela chegada, com mais espaço e menos gente.
A semana do arco-íris (grande parte gratuita)
O Orgulho Gay em Roma não se resume apenas ao sábado. Desde o final de maio, as Termas de Caracalla acolhem a Pride Croisette, no âmbito do Jazz & Image: palestras, espetáculos, música e debates sobre direitos e inclusão, com entrada gratuita. É a parte mais autêntica e menos «de evento», aquela em que a comunidade se revela verdadeiramente, com nomes como BigMama, Fabio Canino e Serena Bortone.
A noite que tens de marcar na agenda é a véspera. A 19 de junho, no Atlantico Live, há um grande concerto com a Levante, a Francesca Michielin e a Margherita Vicario — as três embaixadoras oficiais — além da Malika Ayane, da Sarah Toscano e da Alexia. É o aquecimento perfeito antes do desfile.
Depois do desfile: onde continua a noite?
O desfile acaba, mas o dia não. A cena queer mais animada da cidade fica no Pigneto, e é aí que o Roma Pride se dissipa naturalmente à noite, entre bares, mesas ao ar livre e festas improvisadas. Quem procura algo mais underground dirige-se para Ostiense e os seus espaços.
E depois há o sentido de tudo isto, que em Roma nunca é só festa. O Pride nasceu como uma reivindicação de direitos, e este ano, à frente do cortejo, estará também o presidente da câmara Roberto Gualtieri, ao lado das associações.
Como chegar lá (e porque é que vale a pena deixar o carro em casa)
🚇 O metro e o comboio são a escolha certa. A Linha A pára em Repubblica – Teatro dell’Opera, mesmo no ponto de partida; para chegar a Caracalla, a paragem mais próxima é Circo Massimo (Linha B), a cerca de dez minutos a pé.
🚆De fora de Roma, o comboio até Termini é imbatível: cinco minutos a pé e estás na praça.
🚌 Autocarro: há muitas linhas que passam por Termini e Repubblica, mas no dia do Desfile do Orgulho, conta com grandes desvios ao longo de todo o percurso. Verifica a app da Roma Mobilità ou o site da Atac na própria manhã.
🚗 De carro: esquece isso, se puderes. O centro está bloqueado ao longo de todo o percurso, entre zonas de tráfego restrito (ZTL) e ruas fechadas; encontrar estacionamento é quase impossível. Se não tiveres outra opção, opta por um parque de estacionamento de transferência ligado ao metro e faz o último troço de comboio. Afinal, com este percurso, ir a pé já é metade da experiência.